Stella - O retorno
26 de agosto de 2026
Cerca de 15 anos depois, estou de volta.
Nem acredito que passou tanto tempo desde que eu tive uma tela em branco, não tão parecida com essa, mas igualmente convidativa, para postar coisas aleatórias sobre minha vida.
Assuntos importantíssimos para mim, insignificantes para o mundo e, curiosamente, com algum sentido para certas pessoas dispostas a ler e acompanhar (por encontrarem em mim e nos meus desafios diários alguma familiaridade).
Desde que escrevi um post de verdade pela última vez, em algum momento de 2010 ou 2011, algumas coisas mudaram. Na minha ingenuidade dos vinte-e-poucos-anos, eu jurava que jamais teria filhos. Agora tenho 3. Jurava que não sairia de Brasília. Agora moro em São Paulo. Jurava pertencer aos bastidores. Agora meu rosto estampa o feed de um Instagram com milhares de seguidores.
O oposto do que eu queria ou a realização de desejos tão profundos que eu sequer tinha nem coragem de assumir?
Honestamente, a vida adulta tem sido mais desafiadora do que me vi pronta. Eu, que nunca fui muito ansiosa, me vejo sendo bem mais do que gostaria. Também me vejo bem menos sonhadora do que costumava ser, depois de alguns bons knockouts da realidade nos últimos tempos (e que talvez um dia eu possa contar).
Por outro lado, a busca incessante por sentido finalmente acabou — e eu trocaria toda e qualquer mordomia dos vinte anos pela clareza dos recém-quarenta. Eles eram meu ponto cego (para tudo que eu queria construir profissionalmente) e também são meu motivo (para tudo que realmente importa).
Ser mãe é a jornada mais estressante e gratificante na qual já me meti. E se um dia eu larguei meu blog em busca de propósito. Hoje volto para ele exatamente porque eu encontrei.
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